Resenha | Boneco de Pano, de Daniel Cole

quarta-feira, maio 31, 2017


Um corpo, seis vítimas.
Um cadáver costurado com um boneco de pano.
Um serial killer com sede de morte.
Uma lista com nome e data das próximas vítimas.
Você é uma delas.

O que você faria?
"Um cheiro ainda distante mas identificável ia ficando cada vez mais forte à medida que ele se aproximava da porta escancarada no fim do corredor. O cheiro da morte. Os que trabalhavam perto dela logo reconheciam aquela mistura de ar pobre, bosta, mijo e carne em decomposição."
O detetive Wolf é a última pessoa da lista do assassino do Boneco de Pano. Tirando vantagem da posição, Wolf vai se juntar à equipe de polícia nessa corrida contra o tempo para proteger as próximas vítimas e, também, colocar o assassino atrás das grades. No entanto, Wolf também precisa salvar a própria vida. O que o assassino teria contra ele?
“Diz aí: se você é o Diabo, então eu sou o quê?”
A premissa do livro é sensacional. Qualquer fã de thriller policial se sentiria magnetizado e atraído para ler este romance, e foi exatamente isso que aconteceu comigo. Mas, infelizmente, minhas expectativas não foram alcançadas. O que tinha tudo para ser uma corrida frenética para descobrir a identidade do corpos no primeiro boneco de pano, salvar as próximas vítimas, descobrir a ligação entre elas e capturar o serial killer, acabou se perdendo no desenvolvimento e deixando a desejar no quesito 'ação'. Boneco de Pano tem pontos fortes, admito. Mas a quebra de clima que se sucede por várias vezes, deixou a leitura cansativa e desinteressante, a ponto de eu (eu mesma, a louca das teorias) não querer mais saber quem era o assassino, muito menos desvendar suas motivações. Os ingredientes do romance eram perfeitos, mas os problemas de execução deixaram a receita a desejar.

Os únicos personagens por quem eu senti uma pontinha de carisma foram a Sargento Emily Baxter (mulherão porreta) e o Detetive Wolf. Fora isso, podia todo mundo virar boneco de pano que eu tava nem aí, oh. 😪 Ainda assim, o desfecho surpreende. Não é nada que eu já não tenha visto, mas também não é algo que eu veja o tempo todo. Outro ponto positivo são as mortes. Não vou entrar em detalhes, mas achei geniais. Para um livro de estreia, Boneco de Pano cumpre seu papel.
"Se um número suficiente de pessoas fica repetindo que você é maluco e enchendo sua cabeça de comprimidos, no fim até mesmo você acaba duvidando de sua sanidade..."
De todo modo, recomendo a leitura para quem gosta de thrillers policiais lineares. Agora, se você for que nem eu e gostar de muita ação, jogo psicológico, tiro, porrada e bomba o tempo todo, há grandes chances de se decepcionar.

- Boneco de Pano é o primeiro livro de uma série que terá o Detetive Wolf como protagonista. 
Sinopse: O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano. Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf. Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar. Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de Pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.
 Livro recebido em parceria com a Editora Arqueiro. 

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