Resenha: Quem é você, Alasca?

segunda-feira, março 23, 2015


       
Título: Quem é você, Alasca?
Autor: John Green
Editora: WMF Martin Fontes (www)
Páginas: 229

Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".

Minhas impressões: É intrigante quando o título do livro é uma pergunta. No fundo, pelo menos eu, me sinto tentada a responder. E foi isso o que aconteceu nos dias de leitura de Quem é você Alasca?. O tempo todo eu me perguntava porque ela era tão importante na história. O que fazia dela tão especial? A princípio, achei que ela era a principal, mas me enganei. Alasca não passa de uma garota comum perturbada por problemas e traumas de uma infância ruim. Afinal, Alasca não seria uma de nós? Fiquei me perguntando se essa foi a ideia do John, criar uma personagem que expressasse o mistério e a dor dos jovens. É através dela que o autor nos faz revelações fantásticas sobra nós mesmos e nossas escolhas. Narrado de forma simples pelo jovem Miles ao entrar na faculdade, o livro é quase uma biografia dos adolescentes. O melhor amigo, o primeiro amor, as melhores e piores escolhas e a lição que fica quando a fase termina. E eu não posso deixar de ressaltar que terminei o livro sem saber quem era a Alasca de verdade.


"Chega uma hora em que é preciso arrancar o Band-Aid. Dói, mas pelo menos acaba de uma vez e ficamos aliviados."



“Não posso ser uma dessas pessoas que ficam sentadas falando que pretendem fazer isso e aquilo. Eu vou fazer e pronto. Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia.”



“Ela tinha namorado. Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então eu voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu seria garoa e ela, um furacão.”



“Eu queria tanto me deitar ao lado dela, envolvê-la em meus braços e adormecer. Não queria transar, como nos filmes. Nem mesmo fazer amor. Só queria dormir com ela, no sentido mais inocente da palavra.”


Minha avaliação:

Livro no Skoob (www)

E você, já leu ou quer ler?
Até a próxima resenha. Beijo!

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